Após chuvas e ventos de até 80 km/h, frio dá as caras no Paraná

8 de abril de 2026

Foto: Ari Dias/AEN

A passagem de uma frente fria pelo Paraná trouxe muita chuva e fortes rajadas de vento da tarde de terça-feira (07) até a madrugada de quarta-feira (08).


De acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, depois da chuva as temperaturas vão diminuir no Estado. A população já vai começar a sentir a diferença nesta quarta-feira (08) as temperaturas mínimas, que geralmente ocorrem ao amanhecer, serão registradas à noite em algumas regiões.


Um ciclone extratropical se formou na altura do Uruguai e, em deslocamento para o oceano, gerou a frente fria que atravessou o Paraná entre esta terça e quarta.


“Frente fria é uma zona de transição entre uma massa de ar frio e denso que avança e uma massa de ar quente e menos denso que está à sua frente. Nessa região, o ar frio, mais pesado, empurra o ar quente para cima, causando sua elevação. Assim, a frente fria, forma tempestades que geram chuva intensa, muitas trovoadas, rajadas de vento, enquanto na retaguarda há o avanço da massa de ar frio”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.


Na terça, os volumes de chuva mais altos foram em Capanema (55,6 mm), São Miguel do Iguaçu (51 mm), Cruzeiro do Iguaçu (49,6 mm), Palmas (45,8 mm) e Pato Branco (45,4 mm). Em Capanema foi o volume de chuva em um dia mais alto de 2026 até o momento.


A chuva veio acompanhada de fortes rajadas de vento, que ultrapassaram os 60 km/h em cidades como Planalto, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Nova Prata do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Santa Maria do Oeste, Londrina e Apucarana. A mais forte foi em Santa Maria do Oeste às 20h: 80km/h.


A chuva continuou na madrugada de quarta-feira, e os maiores volumes acumulados até as 8h foram registrados em Paranaguá (45,4 mm), Guarapuava (ELEJOR - 33,4 mm), Cerro Azul (32,6 mm) e Mangueirinha (29 mm).


As rajadas de vento mais fortes nesta quarta-feira (08) até as 8h foram no Pico Marumbi à 1h45 (77,8 km/h); Joaquim Távora (INMET) entre 0h e 1h (63,4 km/h); Ventania (INMET) à 0h (54,7 km/h); Santa Maria do Oeste às 7h (54,4 km/h); e Fazenda Rio Grande à 0h (51,1km/h). 

📆 Como fica o tempo por região

“Com o deslocamento do eixo da frente fria para o oceano, as áreas de chuva nesta quarta-feira (08) se concentram entre o Norte, Campos Gerais e Leste do Paraná.


No Oeste e Sudoeste o sol já aparece entre algumas nuvens. Nestes setores, devido à incursão dos ventos de Sudoeste, as temperaturas mínimas serão registradas no período da noite”, afirma Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.


O calor vai diminuir. As temperaturas máximas ficam mais baixas por pelo menos dois dias, e gradativamente voltarão a subir na maior parte do estado.


Já as mínimas ao amanhecer, a partir de quinta-feira (09), ficarão pouco acima dos 10°C em várias cidades, principalmente ao Sul do Paraná. Serão 5°C a 7°C a menos nos termômetros do que no amanhecer dos dias anteriores.


"Esse resfriamento está associado ao avanço de uma massa de ar mais seco e frio na retaguarda do sistema frontal, que estabiliza a atmosfera e reduz a nebulosidade, favorecendo noites e manhãs mais frias" ressalta Raissa Pimentel, meteorologista do Simepar.


Veja a previsão do tempo por região mais abaixo 


Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito.


Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.


Para acompanhar os alertas de curto prazo da Defesa Civil, basta enviar o CEP por SMS para o número 40199. 


A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado.


Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.


📞Telefones para emergências


Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.


Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à COPEL pelo telefone 0800 51 00 116.


👉 Veja abaixo dicas de como se proteger. 

⛈️ Previsão do tempo por região para o Paraná

  • Quinta-feira, 9 de abril
  • Sexta-feira, 10 de abril

💡Dicas de como se proteger em tempestades ⛈️

A Defesa Civil do Paraná disponibiliza algumas dicas de como se proteger em temporais.  Veja abaixo:


Vendavais


  • Procure um abrigo o mais rápido possível, e não saia até que o vendaval pare;


  • Se notar o risco de desabamento do telhado, saia do local e comunique o risco, inclusive às autoridades;


  • Revise a resistência de sua casa, principalmente o madeiramento de apoio do telhado e a amarração das telhas no madeiramento, se tiver;


  • Guarda-chuvas podem atrapalhar o deslocamento, evite utilizar estes materiais ao se locomover em ventos fortes;


  • Não se abrigue embaixo de árvores ou coberturas metálicas frágeis, elas podem cair e causar ferimentos;


  • Se precisar se deslocar, diminua ao máximo seu atrito com o vento;


  • No carro, se possível, estacione o veículo em local seguro e espere o vento forte passar;


  • Se necessário, e possível, entre em uma edificação;


  • Não estacione o carro próximo a torres de transmissão e placas de propagandas;


  • Se não for possível estacionar, diminua a velocidade e procure um local seguro para estacionar assim que possível, pois o vento pode desestabilizar a direção do veículo.


Queda de granizo


  • Permaneça abrigado e não saia até que a chuva de granizo pare;


  • Em hipótese alguma suba em telhados molhados. Os reparos devem ser feitos por pessoal especializado e com segurança para evitar quedas;


  • Se notar o risco de desabamento do telhado, saia do local e comunique o risco, inclusive às autoridades;


  • Fique atento à ocorrência de trovoadas e evite estar sobre ou próximo a estruturas metálicas;


  • Cuidado ao se deslocar, pois o granizo deixa o piso escorregadio, podendo causar quedas;


  • Se possível, estacione o veículo em local seguro e espere a chuva de granizo passar;


  • Não estacione o carro próximo a torres de transmissão e placas de propagandas;


  • Permaneça dentro do veículo até o término da queda de granizo, e, se houver algum papelão no carro, use-o para forrar o para-brisa por dentro, evitando que, em caso de quebra, os cacos possam atingir os ocupantes.


Alagamentos


  • Não deixe crianças brincarem nas águas de inundações, alagamentos e enxurradas. Além de vários perigos, elas poderão estar contaminadas;


  • Caso perceba que o volume de água está subindo, ameaçando seus bens, ponha-os a salvo, elevando-os. Mas atenção! Somente faça isso se não houver riscos;


  • Se, por algum motivo, ficar ilhado, ligue 193 – Corpo de Bombeiros ou Defesa Civil pelo 199;


  • Proteja-se em locais elevados até a água baixar;


  • Fique atento às informações das rádios;


  • Estando em veículo, se possível, estacione em um local elevado e espere a água baixar;


  • Não fique próximo a caminhões ou ônibus. Veículos de grande porte provocam ondas que podem alagar o seu carro e fazer com que perca o controle da direção;


  • Não pare o carro próximo a árvores ou postes.


Outra dica é evitar atravessar áreas alagadas. A Defesa Civil destaca que, se for muito necessário, deve-se atentar para o seguinte:


  • Não tente atravessar vias com água acima da metade da roda (observe outros carros) e mantenha sempre a rota da rua sem fazer desvios, evitando buracos escondidos na margem;


  • Ande em 1° marcha e devagar sem jamais trocar de marcha dentro d’água, mantendo a aceleração constante, por volta dos 2.500 giros, para evitar que entre água pelo escapamento e o carro apague;


  • Mantenha distância do carro da frente, pois, se o mesmo apagar, você tem a opção de fazer uma rota alternativa;


  • Se o carro morrer, não tente fazê-lo pegar. Solicite ajuda e, se possível, retire-o do local onde está parado, para que a água não entre no veículo causando panes;


  • Se não houver como movê-lo, não espere dentro do carro o volume de água diminuir, pois, na maioria das vezes, a tendência é aumentar e você poderá ficar preso ao veículo, sem poder sair. Veja a maneira mais segura de fazê-lo, se necessário aguarde por socorro sobre o carro;


  • Tente estacionar em regiões mais altas. Se o nível da água atingir o batente inferior da porta é hora de abandonar o veículo. Com água acima das rodas, o carro começa a boiar e fica sem controle. Se alcançar as janelas, ocorre o bloqueio das portas, impedindo a saída e dificultando o resgate;


  • Se não for possível abandoná-lo, chame por socorro (ligue 193 ou 199) e aguarde no teto do veículo.


Fonte: Portal Terra das Águas com AEN e Simepar


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